Descubra se você se encaixa na faixa salarial do Minha Casa Minha Vida

Descubra se você se encaixa na faixa salarial do Minha Casa Minha Vida
11 de janeiro de 2021 Comentários desativados em Descubra se você se encaixa na faixa salarial do Minha Casa Minha Vida Destaque, Direcional totalville

Muitas pessoas se encaixam na faixa salarial do Minha Casa Minha Vida e não sabem. Com isso, perdem a chance de aproveitar condições de financiamento facilitadas, que viabilizariam a tão sonhada aquisição da casa própria. Porém, a falta de informação faz com que adiem a compra do apartamento e continuem pagando aluguel — algo que, se tivessem optado pela ajuda do programa, não seria mais necessário.

Neste artigo, vamos mostrar quem pode participar do também chamado MCMV e quais são as vantagens oferecidas para cada perfil de comprador. Continue lendo e confira!

Quem se encaixa na faixa salarial do Minha Casa Minha Vida?

As regras para participar do MCMV mudaram no final de 2019, quando o programa habitacional completou 10 anos. Essas alterações foram reflexos do orçamento reduzido do Governo Federal para 2020.

Ainda assim, a faixa salarial continua sendo o que norteia o valor e a origem dos subsídios, bem como as taxas de juros e as condições do financiamento. Na prática, quanto menor a renda, maiores as vantagens — mas isso não significa que quem ganha mais não tem benefícios.

Para que mais pessoas desfrutem o que lhes é de direito, é preciso entender como funciona o MCMV. Na sequência, conheça as 4 faixas de renda familiar contempladas pelo programa.

Faixa 1

Fazem parte dessa faixa as famílias com renda bruta de até R$1.800,00 mensais. No caso delas, os recursos utilizados no financiamento de imóveis têm origem no Orçamento Geral da União.

Nessa faixa, a garantia para o financiamento é o próprio imóvel. Outro ponto importante: tanto o Benefício de Prestação Continuada (BPC) quanto o Bolsa Família não devem ser contabilizados na composição da renda familiar.

Faixa 1,5

Nessa faixa, encaixam-se as famílias com renda bruta de até R$2.600,00 mensais. Elas podem adquirir um apartamento do MCMV financiado pela Caixa Econômica Federal com taxas de juros de 5% ao ano e até 30 anos para pagar.

Faixa 2

Essa faixa abrange as famílias com renda bruta mensal de até R$4.000,00. Assim como na faixa 1,5, os recursos também provêm do Governo Federal e do FGTS na faixa 2.

Faixa 3

A última faixa atendida pelo MCMV é composta pelas famílias que têm renda bruta mensal de até R$7.000,00. As vantagens oferecidas são taxas de juros diferenciadas, bem menores que as cobradas por bancos e outras instituições financeiras. O financiamento pode se estender por até 35 anos.

O que mais é levado em conta para participar do programa?

Além da renda bruta familiar de, no máximo, R$7.000,00, outros fatores são necessários para participar do programa. Assim, o responsável pelo financiamento:

  • precisa comprovar que o imóvel pretendido fica na região em que já reside ou trabalha;
  • não pode ter casa própria ou outro financiamento imobiliário em seu nome;
  • não pode ser beneficiário de outras linhas de subsídios para habitação do Governo Federal;
  • não poderá usar o imóvel do MCMV para fins comerciais nem vendê-lo antes de quitar o financiamento;
  • precisa comprovar renda (por meio da carteira de trabalho, de contracheques atualizados e/ou da declaração do Imposto de Renda);
  • deve apresentar o carnê do INSS, no caso de profissionais autônomos, a fim de comprovar o recolhimento de impostos sociais;
  • deve ter registro ativo no Cadastro Único, no caso de famílias que ganham até meio salário mínimo por membro ou até três salários mínimos como renda total.

Quais são as taxas de juros e os prazos do Minha Casa Minha Vida?

As taxas de juros do Minha Casa Minha Vida tiveram algumas mudanças. Em julho de 2019, houve o lançamento de uma linha de crédito para aqueles que pretendiam financiar um imóvel pela Caixa Econômica Federal. O modelo opera da seguinte forma:

  • possibilidade de financiar até 80% do valor total do imóvel em até 360 meses;
  • também considera a inflação corrente do país, medida a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA);
  • taxas que variam entre 2,95% e 4,95% ao ano para servidores públicos;
  • trabalhadores de empresas privadas têm juros de 3,25% ao ano, além do acréscimo do IPCA.

O que são os subsídios do Minha Casa Minha Vida?

Os subsídios são auxílios oferecidos aos compradores com menor poder aquisitivo. Eles cobrem uma parte do preço total do imóvel sem a necessidade de reembolso.

O valor está relacionado ao rendimento mensal de cada família. Veja:

  • renda mensal bruta de até R$1.800,00 — o governo paga até 90% do valor do imóvel, com o teto máximo de R$96.000,00. O valor restante pode ser financiado em até 120 prestações, com parcelas de, no máximo, R$270,00, sem juros;
  • renda mensal bruta de até R$2.600,00 — para esse grupo, dependendo do valor da renda, há subsídios de até R$47.500,00. O restante pode ser financiado em até 30 anos;
  • renda mensal bruta de até R$4.000,00 — para essa faixa, os subsídios variam de acordo com a cidade em que o imóvel está localizado, mas o valor total do bem não deve ultrapassar R$240.000,00;
  • renda mensal bruta de até R$9.000,00 — não há subsídios para esse grupo.

Vale lembrar que a renda não é referente apenas ao comprador da casa — ou seja, aquele que vai assinar os papéis —, mas a todos da família.

Como são os imóveis do Minha Casa Minha Vida?

Os empreendimentos do Minha Casa Minha Vida são bem variados, pois atendem a diversos públicos. Mas os imóveis financiados pelas famílias que se encaixam nas faixas 2 e 3 do programa, especificamente, nem de longe lembram os conjuntos mais populares.

Para começar, são bem localizados. Muitos estão situados próximos a linhas de transporte público, em vias pavimentadas, com saneamento básico e boa iluminação.

Também costumam ter plantas inteligentes, com ambientes integrados, boa ventilação e bom aproveitamento da luminosidade natural. Geralmente, têm uma suíte e dois ou três dormitórios, além de terraço.

Além disso, ficam em condomínios fechados, o que aumenta a segurança dos moradores, graças à portaria 24 horas. Isso sem falar nas vantagens das áreas de lazer completas, com piscina, churrasqueira, salão de festas, espaço gourmet, salão de jogos, academia, quadra poliesportiva e outros espaços.

Como participar do programa Minha Casa Minha Vida?

O processo para adquirir uma residência pelo programa Minha Casa Minha Vida é diferente para as famílias pertencentes à faixa 1. Nesses casos, é preciso considerar algumas condições:

  • o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família não compõem a renda familiar, portanto, não devem ser integrados ao valor da renda bruta familiar;
  • os compradores que pertencem à faixa 1 não podem ser proprietários de outro imóvel residencial no momento em que ingressam ao programa;
  • o financiamento pelo programa MCMV não é liberado para famílias que pertencem à faixa 1 e receberam algum tipo de benefício habitacional público, independentemente se recebido por Estado, União, FAR, FDS ou descontos habitacionais concedidos por meio do FGTS, exceto se o motivo for a aquisição de material de construção para finalizar as obras do imóvel adquirido.

Dito isso, essas famílias devem procurar a Prefeitura da cidade em que moram ou uma organização responsável pela seleção de novos compradores e realizar a inscrição.

Os demais grupos podem contar com a ajuda de uma entidade organizadora ou fazer o processo individualmente, por meio de simulação no site da Caixa Econômica e entrega da documentação em uma agência ou um Correspondente Caixa Aqui.

Qual é a documentação necessária para financiar um imóvel pelo programa?

Para que o interessado possa adquirir o seu imóvel pelo programa Minha Casa Minha Vida, é necessário reunir alguns documentos antes de iniciar o processo, sempre originais. São eles:

  • carteira de trabalho;
  • certidão de nascimento para solteiros, certidão de casamento para casados e certidão de casamento averbada para divorciados;
  • comprovante de residência recente;
  • declaração de contribuição do Imposto de Renda;
  • FGTS;
  • holerites dos últimos 6 meses ou extratos bancários do último ano para os autônomos;
  • RG e CPF.

Como o programa permite que a compra seja feita por mais de uma pessoa da mesma família, todos os envolvidos devem apresentar essa listagem.

O que avaliar antes de escolher um imóvel MCMV?

Agora que você já sabe tudo sobre como financiar um imóvel pelo programa Minha Casa Minha Vida, chegou a hora de facilitar a decisão da casa perfeita para você e sua família com algumas dicas.

Veja o que considerar antes de escolher o imóvel e assinar o seu contrato de financiamento.

Decida entre a casa e o apartamento

Os apartamentos MCMV seguem um padrão — já comentamos sobre ele nos tópicos anteriores —, e o programa também conta com casas. Para decidir o formato ideal, é preciso avaliar o que atende às necessidades da família.

Geralmente, apartamentos são moradias mais seguras, com acesso controlado, câmeras de vigilância e portaria. Além disso, dependendo do andar em que o imóvel está localizado, não é necessário reforçar a segurança com grades nas janelas.

Os condomínios costumam apresentar espaços de convivência com salão de festas e playgrounds. Também podem ter quadras poliesportivas e piscina. Tudo isso tem um custo mensal, o chamado condomínio. Em uma casa, embora você não tenha essas mesmas comodidades, não precisa pagar essa taxa. Outro ponto é que quem mora em prédio precisa seguir as regras estabelecidas pelo regimento interno.

Revise o orçamento doméstico

As prestações do programa habitacional MCMV são conhecidas pelo seu longo tempo de duração. Assumir esse compromisso significa ter uma responsabilidade em médio e longo prazos, e toda a família deve entender o seu papel no orçamento doméstico.

É preciso se conscientizar sobre as despesas do dia a dia, reduzindo gastos e evitando compras desnecessárias. Também é preciso economizar e estudar sobre investimentos, aprendendo os melhores caminhos para fazer a poupança render.

Pegar o papel, a caneta e fazer algumas contas faz parte do processo. Avalie quanto da renda familiar já está comprometida com os gastos fixos, corte supérfluos como a pizza de toda sexta-feira e veja se o que sobra é o suficiente para quitar as parcelas do financiamento.

Pesquise a reputação da construtora

Você percebeu que o ideal para a sua família é ter a segurança dos condomínios de prédio e verificou que a renda mensal é o suficiente para arcar com as mensalidades do financiamento? Agora, é hora de partir em busca do seu futuro lar.

Os apartamentos do programa são projetos desenvolvidos por construtoras. Procure a reputação da responsável pelos imóveis que você está de olho, veja quantos prédios já foram construídos e se há alguma crítica a eles.

Fique atento a questões fundamentais

Existem algumas questões fundamentais que devem ser consideradas na hora de comprar ou até mesmo alugar uma casa ou um apartamento.

Se você mora em uma cidade muito quente, o sol da tarde batendo nos quartos pode ser um problema. A localização também merece atenção especial. Você até pode morar em um local mais afastado, desde que o transporte público da cidade seja razoável, assim como o fluxo de trânsito.

O bairro escolhido ainda pode ser carente de serviços básicos e fundamentais, como farmácias e supermercados. No entanto, é importante observar se há potencial de crescimento.

Vale a pena fazer um financiamento pelo programa?

Com certeza. Afinal, trata-se de adquirir o apartamento que sempre sonhou com as melhores condições possíveis. Mas para que o empreendimento reúna todas as qualidades desejadas, tenha atenção ao histórico da construtora.

Agora é com você. Sente-se com a família e levantem as suas fontes de renda. Não se preocupe com a precisão nos valores, pois as financeiras sempre realizam uma análise de crédito para determinar, exatamente, a taxa de juros e o valor do subsídio ao qual os interessados têm direito.

De qualquer maneira, faça uma estimativa do quanto a sua família recebe, como renda bruta, por mês — importante ressaltarmos que até três pessoas podem compor a renda familiar. A partir daí, descubra em qual faixa salarial do Minha Casa Minha Vida vocês se enquadram. Ter uma ideia prévia é interessante para começar a procurar um imóvel que caiba no orçamento. Você verá que, com tantas facilidades, estarão de mudança para a casa própria quando menos esperarem!

Se você, assim como milhares de brasileiros, se encaixa em uma das faixas do programa, não perca mais tempo! Veja como comprar um empreendimento do Minha Casa Minha Vida!

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Fonte: direcional
Author: direcional

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